Aquecimento do mar aumenta poder destrutivo de ondas

Elas ficaram 0,4% mais fortes a cada ano desde 1948, revela novo estudo.

Um estudo publicado nesta semana mostra que as ondas nos mares do mundo todo estão mais potentes. Antes que os surfistas comemorem, porém, os pesquisadores advertem: isso é péssima notícia para as cidades costeiras, que já sofrem com o aumento do nível do mar.

O periódico Nature Communications, o grupo do espanhol Borja Reguero, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA), mostrou que, desde 1948, a potência das ondas cresceu em média 0,4% no planeta.

Isso tem relação direta com o aquecimento da superfície do mar. Na semana passada, uma outra pesquisa mostrou que os primeiros 700 metros de profundidade dos oceanos estão 40% mais quentes do que relatou o IPCC, o painel do clima da ONU, em seu grande relatório de 2013/2014.

“Esse estudo mostra que a potência global das ondas pode ser um indicador valioso do aquecimento global”, disse Ingo Losada, da Universidade da Cantábria (Espanha), coautor do trabalho, em comunicado à imprensa.

Como a ação das ondas é uma das determinantes da erosão de praias e do alagamento de cidades, em especial durante ressacas em maré alta, a energia adicional das ondas se combina com a elevação do nível do mar para causar mais destruição durante eventos extremos.

Esse impacto ficou claro, por exemplo, na temporada de furacões de 2017 no Caribe e nas tempestades de inverno de 2013 e 2014 no Atlântico Norte, que afetaram a Europa.

E o cenário fica ainda pior quando comparamos com os resultados de um outro estudo que o Portal eCycle noticiou essa semana: “Aquecimento global dos oceanos é equivalente a 1,5 bomba atômica por segundo“.

De acordo com esse segundo estudo, a enorme quantidade de energia que vem sendo absorvida pelos oceanos é a responsável pelo aumento do nível do mar e pela maior intensidade de furacões e tufões. A comparação da energia com bombas atômicas foi feita pelo jornal The Guardian, que concluiu que o aquecimento médio ao longo dos últimos 150 anos é equivalente à explosão de 1,5 bomba atômica de Hiroshima por segundo.

Fonte: www.ecycle.com.br

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