Reduzir, reutilizar e reciclar: como seis comunidades em diferentes partes do mundo enfrentam o problema do lixo

‘Para cada cidade, a solução pode ser diferente’, diz relatório do Banco Mundial sobre soluções para descarte adequado dos resíduos.

Descarte a vácuo, proibição de garrafas de plástico, multas, reciclagem obrigatória, valorização de técnicas tradicionais de compostagem: essas foram algumas medidas adotadas por países ao redor do mundo para diminuir a quantidade de lixo produzida ou descartada de forma inadequada todos os anos.

Os exemplos são de um relatório do Banco Mundial, publicado no ano passado.

“A ideia era apresentar um conjunto diversificado de experiências globais, com diversidade regional, socioeconômica e populacional, assim como uma variedade de assuntos abordados. Para cada cidade, a solução pode ser diferente”, explica Silpa Kaza, especialista em desenvolvimento urbano do Banco Mundial e autora do relatório.

Kaza ressalva que a intenção não foi, entretanto, promover uma prática em detrimento de outras. “Existem muitas outras boas práticas para serem compartilhadas globalmente — e algumas funcionarão em alguns lugares e não em outros”, diz.

Além de cinco lugares mencionados no relatório do Banco — San Francisco, Tunísia, Palau, Israel e Burkina Faso — o G1 também encontrou, numa pequena cidade do Japão, uma forma inovadora de lidar com o lixo.

Veja como esses seis lugares criaram soluções para lidar com o lixo:

San Francisco, EUA

Existem três tipos de lixeira em San Francisco: a verde é para compostagem, a azul, para reciclagem, e a preta, para os resíduos destinados a aterros. — Foto: San Francisco Department of the Environment

Existem três tipos de lixeira em San Francisco: a verde é para compostagem, a azul, para reciclagem, e a preta, para os resíduos destinados a aterros. — Foto: San Francisco Department of the Environment

  • Como inovou: programas de reciclagem e compostagem obrigatórios, proibição de materiais que prejudicam o meio ambiente, incentivos financeiros aos moradores

Em 2018, o orçamento anual do programa foi de 5,8 milhões de dólares (cerca de R$ 21,6 milhões). Ele é financiado e administrado em parcerias da iniciativa privada com o governo (não precisamos dar o nome da agência).

A depender do tipo de plástico, de 70% a 90% dos resíduos são reciclados, com a participação de mais de 70 recicladores privados ativos que recebem plástico recolhido pelo sistema Eco-Lef. A iniciativa já gerou cerca de 18 mil empregos.

Israel

Yavne teve o primeiro bairro de Israel com descarte a vácuo de lixo — Foto: Google Street View

Yavne teve o primeiro bairro de Israel com descarte a vácuo de lixo — Foto: Google Street View

  • Como inovou: sistema a vácuo de coleta de lixo na cidade de Yavne

Em 2012, Israel inaugurou uma vizinhança “verde” — Neot Rabin — na cidade histórica de Yavne. O bairro tem o primeiro sistema a vácuo automatizado de coleta de lixo do país.

Prédios com o mecanismo usam uma rede de canos que passam por baixo da superfície para conectar cada residência a uma unidade de depósito central de lixo.

Em cada andar, os moradores jogam fora os resíduos em duas calhas: uma com lixo seco e outra com lixo úmido ou molhado. Uma vez por semana, o lixo é bombeado ou sugado a vácuo por um cano, em velocidades de 50 a 80 km/h, para o depósito central, onde será removido e transportado.

  • Como inovou: concedeu financiamentos para incentivar prática tradicional de compostagem

No país do oeste africano, já era costume local guardar o lixo orgânico por meio de uma prática chamada de “tampouré” — que consiste em armazená-lo na frente das casas nas estações secas e, antes das primeiras chuvas, os moradores espalham o material pelo solo.

O composto serve como adubo para melhorar a produtividade em áreas pouco férteis.

Percebendo isso, o governo resolveu incentivar a prática, financiando a construção de poços de adubo. Entre 2005 e 2012, a gestão federal desenvolveu parcerias e construiu 15 mil poços de adubo no leste do país, informa o Banco Mundial.

Hoje, são produzidas cerca de duas milhões de toneladas de fertilizante orgânico por ano em Burkina Faso.

Fonte: www.g1.com.br

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